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OLA SOU ELIANE RAMOS, Quem fui? Quem sou? Quem serei? na verdade o que importa mesmo é o legado que deixarei
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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Pastor Também é Ovelha



Chamados por Deus para apascentar o rebanho, os líderes ministeriais também precisam ser cuidados. Precisam do apoio da família, da igreja, dos amigos, das próprias ovelhas e até de outros pastores.

Pelo menos, assim deveria ser.

Muitas vezes vistos como “super-heróis da fé”, quase intocáveis, esquecemos que pastores também são humanos.
E sim — também são ovelhas.

Estão sob o cajado e os cuidados do Senhor.
Têm fragilidades.
Enfrentam medos.
Vivem conflitos internos.
Passam por dificuldades financeiras.
Sentem cansaço físico, emocional e espiritual.

Pastor também é ovelha quando enfrenta conflitos interiores e não encontra um grupo seguro para pedir ajuda.
É ovelha quando atravessa crises financeiras e se cala por medo de julgamento.
É ovelha quando está emocionalmente fragilizado por problemas na igreja e, em vez de acolhimento, recebe cobranças.
É ovelha quando se sente sozinho diante de um novo desafio ministerial.

O mais triste é quando um pastor ou pastora não pode demonstrar fragilidade por medo de perder o respeito ou até o cargo, como se a liderança exigisse uma força sobre-humana.
Como se quem estivesse atrás do púlpito não tivesse sentimentos, dores ou limitações.

Mas o homem e a mulher que estão ali também são ovelhas do rebanho de Jesus.
Ovelhas que, muitas vezes, cuidam de todos… mas não têm quem cuide delas.

O pastor corre riscos como qualquer outra ovelha — e, em muitos casos, até mais.
Ele carrega sobre si a sobrecarga do ministério.
Vive a pressão de se mostrar sempre forte.
Muitas vezes se sacrifica tanto pela igreja que deixa de proteger a própria saúde emocional, espiritual e familiar.

Não é errado que um pastor cuide primeiro de si e depois do rebanho.
Isso é princípio bíblico.

Em Atos dos Apóstolos 20:28 lemos:

“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus, que Ele comprou com o Seu próprio sangue.”

Perceba a ordem:
Cuidem de vocês mesmos — e depois do rebanho.

Da mesma forma, em Primeira Epístola a Timóteo 4:16 está escrito:

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina.”

É um mandamento sequencial. Quem não cuida da própria alma enfraquece no cuidado com os outros.


Mais apoio, menos cobrança

O apoio da família, dos amigos e de outros pastores é fundamental.
Mas o que temos visto, infelizmente, é o contrário:
líderes competindo em vez de cooperar, invejando em vez de incentivar.

Famílias que, em vez de abraçar e apoiar, criticam.
Amigos que se aproximam apenas quando precisam e, depois de abençoados, seguem para outro lugar.
Pessoas que, após receberem ajuda em momentos de tribulação, abandonam a mão que foi instrumento de Deus em suas vidas.

Quanta ingratidão.

E muitos se perguntam: “Será que Deus não está vendo?”
Ele está, sim.

Nos dias atuais, está cada vez mais desafiador ser pastor.
Muitas vezes, as angústias e os medos só podem ser compartilhados com Deus.

O que muita gente não percebe é que o cansaço mental e emocional no ministério pastoral é real — e frequente.
O ministério exige intensidade constante: aconselhamentos, conflitos, expectativas, decisões, pressões espirituais e emocionais.

E uma das dores mais profundas no coração pastoral é a ingratidão.


Quanto mais amarmos, respeitarmos, reconhecermos e apoiarmos nossos pastores e pastoras, mais saudáveis, equilibrados e felizes eles serão.

E quanto mais fortalecidos estiverem os líderes, mais forte estará o rebanho.

Cuidar do pastor também é cuidar da Igreja.
Honrar quem cuida de você é princípio de maturidade espiritual.

Porque, no fim, pastor também é ovelha.
E toda ovelha precisa de cuidado.

Eliane F. C. Ramos

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