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APRESENTAÇÃO

OLA SOU ELIANE RAMOS, Quem fui? Quem sou? Quem serei? na verdade o que importa mesmo é o legado que deixarei
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domingo, 15 de fevereiro de 2026

SERÁ QUE UM ANJO CAÍDO PODE SE MATERIALIZAR? (TOMAR FORMA HUMANA)

 

É revelado na Palavra de Deus que os anjos bons podem se materializar, isto é, tomar forma humana (Gn.18:1-2; Gn.19:10; At.1:10). A materialização dos anjos de Deus acontece sempre quando há uma missão envolvida. Deus permite esse fato (Sl.91:11), provavelmente por causa da fraqueza humana, pois se os anjos aparecessem no mundo físico como eles são iriam chocar os homens e não agüentariam o esplendor angelical(veja Dn.8:27). Por causa desse fato surge a pergunta a respeito dos anjos maus; será que eles podem se materializar? A resposta a essa pergunta é encontrada quando meditamos no texto de Lucas 11:24-26. O diabo e seus anjos quando caíram sofreram uma deformação (Ez.28; Is.14; Ap.12) perdendo assim as suas formas angelicais, tornando-se criaturas hediondas e horríveis: “CHEGASTE A UM FIM HORRÍVEL”(Ez.28:19). No texto em supra Lucas narra que essas criaturas estão a procura de corpos humanos para se tornarem hospedeiros, fazendo desses corpos verdadeiras oficinas de coisas maléficas. Acreditamos que esses anjos maléficos não podem se materializar, pois não iriam usar tantos esforços para tomarem um corpo se pudessem ter um. Seria muito mais fácil para os demônios tomar forma humana e arrasar os outros homens, mas isso não acontece. Nunca se leu na Bíblia que um anjo bom tomou posse de corpos humanos, mas que se materializaram em forma de varão. Por outro lado, os demônios estão sempre procurando um corpo para cumprir as suas maldades, nos deixando claros da impossibilidade de se materializarem. 

Concluindo a resposta dessa tese, quero deixar claro que a Bíblia nunca relatou tal fato e nem deixa bases para essa suposta possibilidade de materialização demoníaca. O que tem sido vivenciado é o que está na Bíblia, onde pessoas que deram brechas foram dominadas completamente, ficando possessas. 



O Rei Saul Persegue o Futuro Rei Davi por causa DA INVEJA


 



Saul não conseguia entender como é que Davi havia matado Golias com tanta facilidade.
O povo via Davi como um herói, como alguém que recebia glórias de rei.

 

Todos festejavam a vitória e davam vivas a Davi, um jovem valente que tinha fé no Senhor.
As mulheres cantavam e dançavam dizendo que Saul era poderoso para vencer milhares, mas Davi era muito mais!

Davi poderia vencer dezenas de milhares!


Saul começou a ter inveja e ciúmes de Davi.

Estava indignado e só tinha em mente arranjar um jeito de eliminar DAVI.

 

Saul sentia-se ameaçado e temia
perder o trono.

 

Saul chamou Davi e pediu que tocasse harpa para ele novamente. Saul estava com uma lança em sua mão.

 

Por duas vezes tentou jogar a lança em Davi, mas o jovem corajoso sempre conseguia desviar-se dela.

 

Saul sabia que Deus o estava protegendo, e sua ira só aumentava com isso.

 

Para se livrar de Davi, Saul mandou que ele fosse o capitão de seu exército e que saísse à frente na batalha contra os inimigos.

 

Esperava, assim, que alguém o derrotasse.

 

Mas Deus protegia Davi!


Deus conhece direitinho todas as pessoas do mundo e nunca deixa de proteger e dar coragem aos que O respeitam e O amam!
Certo dia, o rei Saul mandou que chamassem seu filho jônatas.

 

E lhe disse: “Quero que você e todos os meus servos arranjem um jeito de vencer Davi!”


Jônatas não conseguia acreditar no que tinha escutado. Seu próprio pai dando ordens para derrotar o seu melhor amigo, Davi.


Davi e Jônatas tinham se tomado ótimos amigos.

Assim que Jônatas soube das más intenções de seu pai, apressou-se para encontrar seu amigo e avisá-lo do perigo que corria.
“Davi, meu bom amigo, meu pai, o Rei Saul, quer eliminar você! Você tem de se esconder! Vou tentar convencer meu pai de que isso que ele quer fazer com você é simplesmente loucura!”, disse Jônatas, desesperado. 

 

Jônatas, muito sensato, tentou de tudo.

Conversou com Saul, mostrou as qualidades de Davi, disse que Davi nunca fizera nada contra o rei; muito pelo contrário, ele tinha arriscado sua própria vida pelo rei e pelo povo de Israel na luta contra Golias.


Saul jurou a Jônatas que nada faria contra Davi.

Jônatas contou a Davi a conversa que tivera com seu pai.


Davi voltou a tocar para Saul como antes.

Mas houve guerra novamente, e Davi teve de ir à batalha.


Mais uma vez voltou vitorioso.

Nova maldade, no entanto, veio invadir o espírito de Saul.

 

E, enquanto Davi tocava harpa para ele, uma lança atirada por Saul veio em direção ao jovem.

Mas Davi conseguiu se desviar com rapidez.


Naquela mesma noite, Davi fugiu para uma outra região, pois soubera que na manhã seguinte seria atacado novamente.
A vida sobre a Terra seria bem mais tranquila se todos se respeitassem com amor no coração!


Não demorou muito e Davi estava de volta.
Ele foi conversar com Jônatas, seu grande e verdadeiro amigo.


“Por que o seu pai não gosta de mim? O que fiz de errado?”, perguntou Davi, muito triste.
“Meu pai não faz nada sem que eu fique sabendo”, disse Jônatas.


Mas Davi advertiu: “Ora, Jônatas, não seja ingênuo, Saul sabe muito bem que você gosta muito de mim e que a nossa amizade é muito forte. Para não magoar  você, resolveu não lhe contar nada sobre as intenções dele.

 

Então, Jônatas e Davi combinaram um jeito de saber quais as intenções de Saul.

Jônatas falaria com seu pai para ver qual a reação dele sobre Davi. Enquanto isso, Davi deveria se esconder no campo e esperar uns três dias e, então, voltar até o lugar onde os dois haviam combinado.  Jônatas explicou o resto do plano: “Davi, vou atirar três flechas para aquele lado, como se eu estivesse fazendo tiro ao alvo. Mandarei meu ajudante buscar as flechas. Se eu disser ao moço: ‘Olha, as flechas estão para cá!’, você pode vir que não há mais perigo. Mas se eu disser ao moço: ‘Olha, as flechas estão bem para lá!’, então será o sinal para que você vá embora. Há perigo em sua vida, e o Senhor quer que você se salve.” Como é bom ter amigos leais!


Jônatas foi conversar com seu pai. Saul criticou Davi por não estar ali com eles para comer pão (havia esse costume na época da lua nova.
Jônatas, sempre em defesa de seu amigo, disse ao pai que Davi queria ir a Belém para ver sua família e fazer sacrifício a Deus.


Saul, muito furioso, não compreendia por que Jônatas sempre defendia Davi.

“Você realmente nem parece meu filho. Não entendo por que você protege o filho de Jessé! Será que você não entende que, enquanto Davi viver, nem mesmo você e o seu trono estarão garantidos?”, comentou Saul com irritação. Saul gostaria de pegar Davi naquele instante, se pudesse, porque estava muito nervoso. Jônatas, sempre um bom filho, tentou acalmar os ânimos de seu pai. Mas Saul, num instante de fúria, arremessou uma lança contra Jônatas.

 

Dessa forma, Jônatas passou a ter certeza de que seu pai estava determinado a eliminar Davi.
Magoado, humilhado e decepcionado, Jônatas saiu para o campo para lançar as flechas e avisar Davi.
Atirou as flechas e disse ao moço que elas estavam bem longe dele. Assim que o moço pegou as flechas, Jônatas mandou-o de volta para a cidade. Dessa forma poderia despedir-se do seu amigo Davi, e ninguém os veria.

 

Quando os dois amigos se viram sozinhos, abraçaram-se e choraram.

 

A dor de ter de se despedir era grande em seus corações. E Davi chorou muito. “Vá em paz; e que o nosso juramento de amizade seja eterno. Que o Senhor esteja entre mim e você, entre os meus descendentes e os seus descendentes!”, disse  Jônatas. Davi levantou-se e partiu. Jônatas voltou para a cidade.


As verdadeiras amizades são abençoadas por Deus.

As verdadeiras amizades dão muita alegria a Deus!

Tipos de Crentes que é só a Misericórdia de Deus


01- Crente Temporada – Um mês na Igreja outro nada 

02- Crente Bolsa de Valores – Um dia está em alta, outro dia está em baixa

03- Crente Quiabo – Difícil de pegar

04- Crente Balão de Gás – Vive sempre cheio de ar e sempre explodindo

05- Crente Bule – De “pô café” (pouca fé)

06- Crente Carriola – Só vai se estiver sendo empurrado

07- Crente Chuchu – pega o gosto de qualquer coisa com que esteja em contato

08- Crente Feudal – Acredita que por ter dinheiro manda na Igreja

09- Crente Florzinha de Jesus – Qualquer coisa sai da Igreja com biquinho

10- Crente Gabriela – Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriela

11- Crente Papagaio (1) – Precisa ter o pé amarrado e as asas cortadas para ficar na linha

12- Crente Papagaio (2) – Vive repetindo tudo o que falam sem examinar as escrituras

13- Crente Peter Pan – Não quer crescer nunca

14- Crente Pipoca – Vive pulando de Igreja em Igreja

15- Crente Porco-espinho – Vive alfinetando os irmãos

16- Crente Raimundo – Um pé na Igreja e o outro no mundo

17- Crente Rocambole – Sempre enrolado

18- Crente seis horas – Sempre pedindo “seis ora por mim”

19- Crente Transgênico – Modificado, mas não transformado

20- Crente Urso – No inverno, fica em casa hibernando

21- Crente 665 – Quase um besta

22- Crente Denorex – Parece crente mas não é

23- Crente Karatê – Só dá valor se o cara te bens

24- Crente Pão de Forma – Miolo mole, casca grossa, chato e quadrado

25- Crente Passarinho – Voa de Igreja a Igreja

26- Crente Cabeleireiro – Trabalha só pra fazer a cabeça dos outros

27- Crente Sextão – Seis tão orando por mim

28- Crente Pastel de Feira – Muita aparência, mas se nota que por dentro não tem nada

29- Crente Mensalão – Só vem na Igreja uma vez por mês

30- Crente FMI – impõe um monte de restrições e não ajuda ninguém

31- Crente Nuvem – Segue todo vento que passa

32- Crente IÔ-IÔ – Sobe e desce 

33- Crente Rojão – É bonito, faz barulho, mas logo se apaga

34- Crente Bingo – É sorte grande aparecer na Igreja

35- Crente E-mail – Meio crente, meio salvo, meio cheio, meio tudo

36- Crente Cangaceiro Lampião – Se tocar nele ele sai dando tiro

37- Crente Praia do Mar – Cheio de onda, chega dar enjôo

38- Crente Moratória – Não paga ninguém

39- Crente 999 – Besta e meio

40- Crente 333 – Meio besta

41- Crente Chiclê – Só mastiga a Palavra, mas não engole.

42- Crente Piolho – Andam pela cabeça dos outros…

43- Crente Sangue-suga – vivem sugando os bens dos irmãos…

44- Crente Urubu – vivem se alimentando da carne dos irmãos… “Hum… hoje vamos comer pastor a milanesa!!!!”

45- Crente 007 – Esse é o agente secreto de Cristo infiltrado no submundo de Satanás…

46- Crente Leão - Não se meta com ele, pois ele é o Rei da Igreja…

47- Crente Jacaré – Tem uma boquinha…

48- Crente Papagaio – Só sabe orar com no máximo usando 20 palavras…

49- Crente Pingüim - Vivem sempre numa geleira espiritual…

50- Crente Chuchu - Não tem gosto de nada…

51- Crente Brastemp -Não tem comparação… (com Cristo)

52- Crente Niguel Mansel - Corre um monte mas nunca ganha uma peleja…

53- Crente Rubinho Barrichelo – Freia no fim da prova só pra deixar todo mundo passar por você na vida espiritual…

54- Crente Tocha – Tá toda hora queimando… “queima demônio, queima…”

55- Crente Kiko do Chaves – Esse não se mistura com a “gentalha”

56- Crente Chapolin – Você pode contar com tudo, menos com sua astúcia…

57- Crente Balaão – Enxerga espiritualmente menos que uma mula…

58- Crente Noé – Nunca as coisas são com ele, “Noé comigo irmão”

59- Crente Aleluia Glória a Deus – Pastor pregando: “Porque o diabo veio para matar…” e o irmão: Aleluia Glória a Deus

60- Crente Cabelereiro – Trabalha só pra fazer a cabeça dos outros…

Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer.



Livro de Neemias 6:3

“Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer.
Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?”

A propósito do Dia do Pastor, celebrado no segundo domingo de junho, quero deixar uma palavra aos pastores, pastoras auxiliares, obreiros e missionários — da IPRB, do Brasil e do exterior.

Quero convidá-los a olhar para o caráter, o amor e a determinação de Neemias.

Neemias era copeiro do rei Artaxerxes, na Pérsia. Tinha uma vida estável, confortável e segura. Mas quando recebeu a notícia de que Jerusalém estava destruída, seus muros fendidos e suas portas queimadas, seu coração se entristeceu profundamente.

Ele poderia ter permanecido no palácio.
Poderia ter se conformado.
Poderia ter ignorado a dor do seu povo.

Mas escolheu descer ao pó da reconstrução.


Compromisso que nasce no coração

Antes de qualquer ação, Neemias chorou, jejuou e orou.
Ele buscou a Deus antes de buscar estratégias.

O compromisso não nasceu de pressão externa — nasceu de um chamado interno.

Ninguém o obrigou a reconstruir os muros.
Foi uma decisão voluntária.
Foi amor pela obra.

E aqui está uma das maiores lições para o ministério pastoral:
O verdadeiro pastorado nasce do compromisso com Deus, não da busca por reconhecimento.

O pastor bem-sucedido não é aquele que tem aplausos, mas aquele que tem desprendimento, entrega e coração alinhado ao propósito do Senhor.


Coragem na adversidade

Ao chegar a Jerusalém, Neemias viu de perto a destruição. A realidade era pior do que imaginava. A cidade estava assolada. A miséria era visível. A oposição era constante.

E assim também é o ministério pastoral.

O dia a dia do pastor é desafiador.
É desgastante.
É solitário em muitos momentos.

Assim como Neemias ouviu zombarias — “Que fazem estes fracos judeus?” — também hoje há críticas, desconfianças e afrontas.

Mas Neemias não desceu da missão.

Ele declarou ao povo:

“Não os temais. Lembrai-vos do Senhor, grande e terrível…” (Ne 4:14)

Ele enfrentou o medo com fé.
Enfrentou a oposição com determinação.
Enfrentou o cansaço com propósito.

Coragem não é ausência de medo.
É permanecer firme apesar dele.


Não desça do muro

No capítulo 6, os inimigos tentaram distraí-lo. Chamaram-no para descer. Tentaram intimidá-lo. Tentaram suborná-lo.

Mas Neemias respondeu com convicção:

“Estou fazendo uma grande obra e não poderei descer.”

Que resposta poderosa.

Quantas vezes o pastor é tentado a descer?
Descer para responder críticas.
Descer para justificar-se a quem não entende o chamado.
Descer para agradar pessoas e abandonar o propósito.

Mas quem entende a grandeza da obra não negocia sua missão.

Neemias concluiu a reconstrução em cinquenta e dois dias. E o mais bonito é que, ao final, todos reconheceram: aquela obra era de Deus.

Quando Deus está no projeto, Ele sustenta até o fim.


Uma palavra aos pastores

Há muito a ser reconstruído em nossos dias.
Os muros da família estão fendidos.
As portas da moral e da fé estão queimadas.
A humanidade vive em calamidade espiritual.

Deus ainda procura homens e mulheres determinados, que não retrocedam.

Jesus declarou:

“Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.”
(Evangelho de Lucas 9:62)

Pastor, pastora, obreiro, missionário:

Não desça do muro.
Não abandone a missão.
Não negocie o chamado.

Você está fazendo uma grande obra.

Que o Senhor fortaleça suas mãos cansadas.
Que renove sua unção.
Que cure suas feridas invisíveis.
Que recompense sua fidelidade silenciosa.

E que você seja, em sua geração, um Neemias nas mãos de Deus — comprometido, corajoso e perseverante até o fim.

Com honra e oração,

Eliane F. C. Ramos

José perdeu a capa duas vezes



José perdeu sua capa duas vezes.

Na primeira, seus próprios irmãos a arrancaram dele por inveja e o venderam como escravo.
Na segunda, a mulher de Potifar segurou sua capa e a usou como falsa prova contra ele.

Duas capas.
Duas perdas.
Duas injustiças.

Mas existe algo poderoso nisso:

Deus não quer o Seu povo vivendo de capa.

A capa representa posição, aparência, reconhecimento, identidade visível.
Mas Deus estava mais interessado no caráter de José do que na capa que ele vestia.

José precisou perder a capa de filho favorito.
Precisou perder a capa da honra dentro da casa de Potifar.
Precisou perder a aparência para que Deus formasse a essência.

Porque quem governa não pode depender de capa — precisa ter estrutura interior.


O processo da prisão

José passou por tudo com a permissão de Deus.
Nada fugiu do controle do Senhor.

De escravo a prisioneiro.
De sonhador rejeitado a homem moldado no silêncio.

Deus o estava preparando para algo maior: governar o Egito.

Quando chegou o tempo certo, Deus deu sonhos a dois prisioneiros e capacitou José para interpretá-los. Era um sinal: o ciclo estava se encerrando.

Mas há um detalhe importante.

Após interpretar o sonho do copeiro, José pediu:

“Lembra-te de mim quando estiveres bem.”
(Livro do Gênesis 40)

José, naquele momento, tentou um atalho.

Em vez de continuar confiando e aguardando somente em Deus, depositou sua expectativa em um homem.

E isso lhe custou mais dois anos na prisão.

Não porque Deus o abandonou.
Mas porque precisava ensiná-lo algo mais profundo:

Quem aprende a confiar totalmente em Deus não depende de atalhos humanos.


Não pegue atalhos

Às vezes, Deus já está organizando nossa saída.
Já está movendo as circunstâncias.
Já está preparando o cenário.

Mas a ansiedade nos faz buscar ajuda fora do tempo de Deus.

Cuidado com os atalhos.
Cuidado onde você coloca sua confiança.
Cuidado com quem você entrega a sua causa.

Se você colocou sua situação nas mãos de Deus, então confie.
Espere com paciência no Senhor.

O tempo é d’Ele.
O processo é d’Ele.
A preparação é d’Ele.

E quando o tempo certo chegar, ninguém poderá impedir o que Ele determinou.

José saiu da prisão para o governo em um único dia.
Porque quando Deus decide exaltar, não é a capa que te promove — é o caráter que Ele formou em você.

O tempo é de Deus.
Mas a vitória será sua.

Deus te abençoe.

Eliane F. C. Ramos

Pastor Também é Ovelha



Chamados por Deus para apascentar o rebanho, os líderes ministeriais também precisam ser cuidados. Precisam do apoio da família, da igreja, dos amigos, das próprias ovelhas e até de outros pastores.

Pelo menos, assim deveria ser.

Muitas vezes vistos como “super-heróis da fé”, quase intocáveis, esquecemos que pastores também são humanos.
E sim — também são ovelhas.

Estão sob o cajado e os cuidados do Senhor.
Têm fragilidades.
Enfrentam medos.
Vivem conflitos internos.
Passam por dificuldades financeiras.
Sentem cansaço físico, emocional e espiritual.

Pastor também é ovelha quando enfrenta conflitos interiores e não encontra um grupo seguro para pedir ajuda.
É ovelha quando atravessa crises financeiras e se cala por medo de julgamento.
É ovelha quando está emocionalmente fragilizado por problemas na igreja e, em vez de acolhimento, recebe cobranças.
É ovelha quando se sente sozinho diante de um novo desafio ministerial.

O mais triste é quando um pastor ou pastora não pode demonstrar fragilidade por medo de perder o respeito ou até o cargo, como se a liderança exigisse uma força sobre-humana.
Como se quem estivesse atrás do púlpito não tivesse sentimentos, dores ou limitações.

Mas o homem e a mulher que estão ali também são ovelhas do rebanho de Jesus.
Ovelhas que, muitas vezes, cuidam de todos… mas não têm quem cuide delas.

O pastor corre riscos como qualquer outra ovelha — e, em muitos casos, até mais.
Ele carrega sobre si a sobrecarga do ministério.
Vive a pressão de se mostrar sempre forte.
Muitas vezes se sacrifica tanto pela igreja que deixa de proteger a própria saúde emocional, espiritual e familiar.

Não é errado que um pastor cuide primeiro de si e depois do rebanho.
Isso é princípio bíblico.

Em Atos dos Apóstolos 20:28 lemos:

“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus, que Ele comprou com o Seu próprio sangue.”

Perceba a ordem:
Cuidem de vocês mesmos — e depois do rebanho.

Da mesma forma, em Primeira Epístola a Timóteo 4:16 está escrito:

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina.”

É um mandamento sequencial. Quem não cuida da própria alma enfraquece no cuidado com os outros.


Mais apoio, menos cobrança

O apoio da família, dos amigos e de outros pastores é fundamental.
Mas o que temos visto, infelizmente, é o contrário:
líderes competindo em vez de cooperar, invejando em vez de incentivar.

Famílias que, em vez de abraçar e apoiar, criticam.
Amigos que se aproximam apenas quando precisam e, depois de abençoados, seguem para outro lugar.
Pessoas que, após receberem ajuda em momentos de tribulação, abandonam a mão que foi instrumento de Deus em suas vidas.

Quanta ingratidão.

E muitos se perguntam: “Será que Deus não está vendo?”
Ele está, sim.

Nos dias atuais, está cada vez mais desafiador ser pastor.
Muitas vezes, as angústias e os medos só podem ser compartilhados com Deus.

O que muita gente não percebe é que o cansaço mental e emocional no ministério pastoral é real — e frequente.
O ministério exige intensidade constante: aconselhamentos, conflitos, expectativas, decisões, pressões espirituais e emocionais.

E uma das dores mais profundas no coração pastoral é a ingratidão.


Quanto mais amarmos, respeitarmos, reconhecermos e apoiarmos nossos pastores e pastoras, mais saudáveis, equilibrados e felizes eles serão.

E quanto mais fortalecidos estiverem os líderes, mais forte estará o rebanho.

Cuidar do pastor também é cuidar da Igreja.
Honrar quem cuida de você é princípio de maturidade espiritual.

Porque, no fim, pastor também é ovelha.
E toda ovelha precisa de cuidado.

Eliane F. C. Ramos

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